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iPhone dobrável: por que a Apple demorou para lançar o iPhone Duo

Por Leila Alves Pereira5 min de leitura
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iPhone dobrável: por que a Apple demorou para lançar o iPhone Duo

Resumo em 30 segundos

O iPhone Duo é o primeiro iPhone dobrável, com tela interna de 7,6 polegadas, Touch ID de volta e preço a partir de R$ 21.999 no Brasil. Entenda os desafios dos dobráveis e por que a Apple chegou anos depois da concorrência.

Neste artigo

O primeiro iPhone dobrável se chama iPhone Duo e foi apresentado pela Apple em setembro, com preço a partir de R$ 21.999 no Brasil para a versão de 256 GB. O aparelho tem tela interna de 7,6 polegadas, tela externa de 5,4 polegadas, chip A20 Pro e traz de volta o Touch ID, agora no botão lateral. A pré-venda no Brasil começou em 16 de outubro, com as primeiras entregas previstas a partir de 23 de outubro. A chegada encerra anos de espera, já que a principal concorrente vende celulares dobráveis desde 2019.

Um mercado que existe há anos sem a Apple

A Samsung lançou o primeiro Galaxy Fold em 2019, e o lançamento em si já mostrou como a tecnologia era delicada. Unidades enviadas para avaliação antes da estreia apresentaram problemas na tela, e a empresa adiou as vendas para reforçar o projeto. Desde então, a categoria cresceu, ganhou novos modelos e concorrentes de várias marcas, inclusive no formato concha, que dobra na vertical.

Durante todo esse tempo, a Apple ficou de fora. A empresa não costuma explicar publicamente por que demora a entrar em um segmento, mas o histórico da companhia ajuda a entender. Ela raramente é a primeira a lançar um tipo de produto e prefere chegar quando considera a tecnologia madura. Foi assim com outras categorias ao longo da sua história.

A demora virou até assunto de rivalidade. Logo após o anúncio, a Samsung usou as redes sociais para ironizar a chegada tardia da Apple aos dobráveis.

Os problemas que todo celular dobrável precisa resolver

Fazer uma tela que dobra é um desafio de engenharia. Telas de celular tradicionais usam vidro rígido, que não pode ser dobrado. Os dobráveis precisam de camadas flexíveis, muito mais finas, que aguentem ser abertas e fechadas milhares de vezes sem rachar. Quanto mais fina a proteção, mais vulnerável a tela fica a arranhões e pressões.

O ponto mais sensível é a dobra. Na região onde a tela se curva, costuma aparecer um vinco que pode ser visto em certos ângulos de luz e sentido com o dedo. Com o uso, esse vinco pode ficar mais marcado. Junto dele, a dobradiça precisa ser resistente, precisa sustentar a tela em diferentes ângulos e não pode deixar entrar poeira, que é uma das grandes inimigas das telas flexíveis.

Há também a questão da durabilidade em geral. Um aparelho com partes móveis tem mais pontos de falha do que um celular comum, e a resistência à água e à poeira é mais difícil de garantir. São justamente esses pontos que a indústria vem melhorando geração após geração.

O que o iPhone Duo traz

Segundo as informações divulgadas no lançamento, a tela interna Super Retina XDR do iPhone Duo tem 7,6 polegadas, 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max. As duas telas contam com ProMotion, modo Always On e brilho de pico de 3.000 nits. O processador é o A20 Pro, com CPU de 6 núcleos, GPU de 7 núcleos e dois Neural Engines de 16 núcleos voltados a tarefas de inteligência artificial.

Na parte física, o corpo é de titânio grau 5, com proteção Ceramic Shield 2 e certificação IP68 contra água e poeira. A câmera principal é uma Fusion de 48 MP, com teleobjetiva óptica de 2x e lente ultra wide. A bateria usa uma arquitetura dupla e, de acordo com a Apple, oferece até 31 horas de reprodução de vídeo usando a tela interna e 44 horas na externa.

Sobre a dobra, as primeiras impressões publicadas pela imprensa especializada relataram que o mecanismo é suave e que o vinco é quase impossível de encontrar com o dedo. A tela interna tem acabamento fosco. Essas avaliações iniciais, porém, foram feitas logo após o anúncio, e a durabilidade real só poderá ser medida com meses de uso.

Touch ID, Apple Pencil e um sistema pensado para dobrar

Uma das novidades mais comentadas foi o retorno do Touch ID, o leitor de digitais que havia saído dos iPhones mais recentes. No Duo, ele fica no botão lateral e funciona como alternativa ao Face ID. O aparelho também é o primeiro iPhone com suporte à Apple Pencil, a caneta que até então era exclusiva de iPads.

O software acompanha o formato. O iPhone Duo estreia o iOS 27, com recursos de multitarefa para telas que mudam de tamanho e orientação, e controles e aplicativos que se ajustam automaticamente. A ideia é que o aparelho funcione como celular quando fechado e se aproxime de um tablet quando aberto.

Preço, cores e pré-venda no Brasil

O iPhone Duo chega ao Brasil com preço de R$ 21.999 na versão de 256 GB e de R$ 30.999 no modelo de 2 TB, valores que repercutiram na imprensa assim que foram divulgados. As cores são branco estelar e céu noturno. A linha de acessórios exclusivos inclui capas que chegam a R$ 1.299.

A pré-venda brasileira começou em 16 de outubro, e as primeiras unidades estavam previstas para chegar aos consumidores a partir de 23 de outubro. O mercado acompanha agora a aceitação do formato híbrido entre celular e tablet, que agora ganha a participação de mais uma grande fabricante.

Perguntas frequentes

Quanto custa o iPhone dobrável no Brasil?

O iPhone Duo custa a partir de R$ 21.999 na versão de 256 GB. O modelo com 2 TB de armazenamento chega a R$ 30.999.

Quando começa a pré-venda do iPhone Duo?

A pré-venda no Brasil começou em 16 de outubro, e a chegada das primeiras unidades aos consumidores estava prevista para a partir de 23 de outubro.

O iPhone Duo tem Touch ID?

Sim. O leitor de digitais voltou e fica no botão lateral, funcionando como alternativa ao reconhecimento facial do Face ID.

Por que a Apple demorou para lançar um dobrável?

A empresa não detalhou publicamente os motivos. O que se sabe é que os dobráveis enfrentam desafios como o vinco na dobra da tela, a resistência da dobradiça e a durabilidade, e a Apple costuma entrar em uma categoria quando considera a tecnologia madura.

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