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Quanto a fama pesa no preço de uma mansão de celebridade

Por Leila Alves Pereira5 min de leitura
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Quanto a fama pesa no preço de uma mansão de celebridade

Resumo em 30 segundos

A casa de Encino construída para Tom Petty, que pertenceu a Selena Gomez e foi cenário do Selena + Chef, foi vendida por cerca de R$ 27,9 milhões. O caso ajuda a entender como o histórico de um imóvel entra no preço e quando a fama atrapalha.

Neste artigo

Uma mansão de celebridade não é avaliada só pelo tamanho, pela localização e pelo acabamento: a história do imóvel também entra na conta, para o bem e para o mal. O exemplo mais recente é a casa em Encino, em Los Angeles, construída no fim dos anos 1980 para o músico Tom Petty, que pertenceu a Selena Gomez e foi vendida por US$ 5,39 milhões, o equivalente a cerca de R$ 27,9 milhões.

A casa de Encino que passou por Tom Petty e Selena Gomez

A propriedade tem 1.067 metros quadrados de área construída, distribuídos num terreno de 3.507 metros quadrados. São seis quartos e dez banheiros, além de piscina, spa e uma cabine vocal profissional, um tipo de estúdio pequeno e isolado acusticamente usado para gravar voz.

O primeiro dono famoso foi Tom Petty, líder da banda Tom Petty and the Heartbreakers e um dos nomes mais conhecidos do rock americano, morto em 2017. A casa foi construída para ele. Mais recentemente, o imóvel ganhou uma segunda camada de fama ao servir de cenário para as três primeiras temporadas do programa Selena + Chef, em que Selena Gomez cozinhava na própria cozinha com a ajuda de chefs convidados. Encino fica no Vale de San Fernando, uma região residencial de Los Angeles conhecida por casas grandes e terrenos amplos.

Por que o histórico de um imóvel entra no preço

No mercado de luxo, cada casa é quase única. Não existe uma prateleira com dezenas de mansões iguais, construídas para o mesmo músico e usadas no mesmo programa de TV. Quando um bem é raro, a história dele vira um diferencial que nenhum concorrente consegue copiar.

A lógica é parecida com a do mercado de arte e de objetos de colecionador, em que a chamada procedência pesa no valor. Um violão comum e um violão que pertenceu a um astro podem ser fisicamente idênticos, mas o segundo carrega uma narrativa. Com imóveis acontece algo semelhante: a casa que muita gente já viu na televisão ou em revistas chega ao mercado com exposição pronta, o que atrai compradores, gera notícias e coloca o anúncio na frente de mais gente.

Há também o fator de desejo. Para parte do público com alto poder de compra, morar onde um ídolo morou é uma experiência em si. No caso de Encino, a cabine vocal reforça essa ligação: é um detalhe que faz sentido numa casa construída para um músico e que pode interessar a outro artista.

Quando a fama ajuda e quando atrapalha a venda

A fama não é garantia de preço alto. Uma casa muito conhecida pode atrair curiosos, fãs e fotógrafos, o que é um problema para quem compra justamente em busca de privacidade. Endereços famosos às vezes viram ponto turístico informal, e isso afasta compradores que preferem discrição.

Outro ponto é a personalização. Celebridades costumam adaptar as casas ao próprio estilo de vida, com estúdios, salas temáticas ou decoração marcante. Para alguns compradores, esses detalhes são um atrativo. Para outros, são uma reforma futura que precisa entrar na conta. Por isso, a mesma história que valoriza um imóvel para um perfil de comprador pode ser neutra ou até negativa para outro.

Na prática, o que sustenta o preço de uma mansão de luxo continua sendo o básico: localização, tamanho do terreno, área construída, estado de conservação e estrutura de lazer. A fama funciona como uma camada a mais, que pode acelerar a venda ou ajudar a defender o valor pedido, mas raramente substitui esses fundamentos.

Dá para medir quanto vale o nome famoso?

É difícil separar exatamente quanto do preço vem da fama. Para isso, seria preciso comparar a venda com casas muito parecidas, na mesma região e no mesmo período, que não tenham um dono famoso no histórico. Como imóveis de luxo são poucos e muito diferentes entre si, essa comparação raramente é perfeita.

No caso da casa de Encino, as informações divulgadas trazem o valor da venda, o tamanho e a estrutura, mas não indicam quanto do preço se deve ao passado ligado a Tom Petty e a Selena Gomez. O que se pode dizer é que a combinação de um terreno grande, uma casa ampla e uma história conhecida por milhões de pessoas ajuda a explicar por que a venda virou notícia.

Quando a televisão transforma uma casa em cenário conhecido

O Selena + Chef estreou em 2020, gravado na casa da cantora durante a pandemia, com os chefs participando a distância. O formato fez da cozinha e dos ambientes da mansão uma espécie de personagem do programa. Quem acompanhou as temporadas reconhece os espaços, mesmo sem nunca ter estado lá.

Esse tipo de exposição é raro e muda a forma como o imóvel é percebido. A casa deixa de ser apenas mais uma propriedade em Los Angeles e passa a ser lembrada como o lugar onde um programa foi feito. Para o mercado, isso é visibilidade. Para quem compra, é a chance de ter um endereço com história, desde que esteja disposto a lidar com a curiosidade que vem junto.

Perguntas frequentes

Por quanto a mansão que pertenceu a Selena Gomez foi vendida?

Por US$ 5,39 milhões, o que equivale a cerca de R$ 27,9 milhões. A casa fica em Encino, em Los Angeles.

A casa foi mesmo construída para Tom Petty?

Sim. Segundo as informações divulgadas sobre a venda, a residência foi construída no fim dos anos 1980 para o músico Tom Petty.

Uma mansão de celebridade sempre vale mais?

Não necessariamente. O histórico famoso pode atrair compradores e dar visibilidade, mas também pode trazer curiosos e falta de privacidade. Localização, tamanho e conservação continuam sendo a base do preço.

O que a casa tem de estrutura?

São 1.067 metros quadrados de área construída num terreno de 3.507 metros quadrados, com seis quartos, dez banheiros, piscina, spa e uma cabine vocal profissional.

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