Jogador dono de clube: por que Messi e outros craques compram times

Resumo em 30 segundos
Messi fechou acordo preliminar para comprar o Eldense, da segunda divisão espanhola, depois de ter adquirido o Cornellà em abril. Entenda por que cada vez mais jogadores viram donos de clube e preferem times das divisões de baixo.
Neste artigo
- O que se sabe sobre a compra do Eldense
- Uma regra que muda a estratégia de quem tem mais de um time
- Messi não é o primeiro jogador dono de clube
- Por que jogadores escolhem clubes das divisões de baixo
- O que um jogador ganha virando dono
- Perguntas frequentes
- Messi já comprou o Eldense?
- Quais clubes Messi tem na Espanha?
- Um jogador pode ser dono de dois clubes na mesma liga?
- Quais outros jogadores são donos de clube?
O caso mais recente de jogador dono de clube envolve Lionel Messi, que fechou um acordo preliminar para comprar a totalidade das ações do C.D. Eldense, time da segunda divisão espanhola. Se a operação for concluída, será o segundo clube do argentino na Espanha só em 2026, já que em abril ele comprou o Unió Esportiva Cornellà, da quinta divisão. A compra ainda depende de auditoria e de aprovação oficial, mas já ilustra um movimento que cresce no futebol: atletas que deixam de ser apenas funcionários e passam a ser donos.
O que se sabe sobre a compra do Eldense
O Eldense pertence hoje ao grupo colombiano TH Soluciones Group S.A.S., que detém o controle do clube. O acordo com Messi prevê a aquisição de 100% das ações, mas ainda está na fase de due diligence, a auditoria que verifica contas, dívidas e contratos antes de um negócio ser fechado. Além disso, a operação precisa da chancela do Conselho Superior de Esportes da Espanha, órgão do governo que supervisiona o esporte no país.
Ou seja, por enquanto não há compra concluída. O que existe é um acerto preliminar entre as partes, que pode ou não ser confirmado depois dessas etapas. Esse cuidado é comum em transações envolvendo clubes, que muitas vezes carregam passivos difíceis de enxergar de fora.
Uma regra que muda a estratégia de quem tem mais de um time
Ter dois clubes no mesmo país traz um desafio específico. As normas da Real Federação Espanhola de Futebol impedem que clubes com o mesmo proprietário disputem a mesma divisão. A regra existe para preservar a integridade das competições, evitando que dois times controlados pela mesma pessoa se enfrentem com algum conflito de interesse.
No caso de Messi, o Cornellà está na quinta divisão e o Eldense na segunda, então hoje não há choque. Mas, se um dos dois subir ou cair e os dois se encontrarem na mesma divisão, ajustes serão necessários. É por isso que a expansão do jogador exige planejamento na gestão de seus ativos esportivos.
Fora da Espanha, Messi também tem participações em clubes na Argentina e no Uruguai, além de uma opção de compra futura no Inter Miami, time dos Estados Unidos onde atua. Seu patrimônio é estimado em mais de US$ 1 bilhão e inclui fundos de venture capital, imóveis e outros negócios.
Messi não é o primeiro jogador dono de clube
A ideia de atletas comprando times não é nova. Ronaldo Fenômeno talvez seja o exemplo mais conhecido para os brasileiros: ele assumiu o controle do Real Valladolid, da Espanha, e depois da SAF do Cruzeiro, e mais tarde vendeu as duas participações. O zagueiro Gerard Piqué, ex-Barcelona, comprou o FC Andorra por meio de sua empresa e levou o pequeno clube a subir de divisão.
David Beckham seguiu outro caminho e se tornou um dos donos do Inter Miami, um clube criado do zero na liga americana. Com a chegada de Messi ao time, o projeto ganhou visibilidade mundial. Esses casos mostram que existem modelos diferentes: comprar um clube tradicional em crise, apostar em um time pequeno com potencial ou fundar uma equipe nova.
Por que jogadores escolhem clubes das divisões de baixo
O primeiro motivo é o custo. Clubes de primeira divisão em grandes ligas valem fortunas e exigem investimentos altos todos os anos. Times de divisões inferiores custam muito menos, o que permite entrar no negócio com risco menor e aprender a administrar antes de dar passos maiores.
O segundo é o potencial de valorização. Um clube pequeno que sobe de divisão passa a receber mais dinheiro de televisão, patrocínio e bilheteria, e seu valor de mercado cresce junto. Para quem compra barato, cada acesso pode representar um ganho importante. É uma lógica parecida com a de investir em uma empresa em fase inicial.
O terceiro é a marca pessoal. O nome de um craque atrai atenção, patrocinadores e torcedores para um clube que antes era pouco conhecido. Em troca, o jogador constrói uma carreira no esporte que vai além do campo e se prepara para a vida depois da aposentadoria, quando a fama ainda abre portas.
O que um jogador ganha virando dono
Para atletas com patrimônio alto, ser dono de clube é uma forma de diversificar investimentos dentro de um setor que eles conhecem por dentro. Eles entendem o vestiário, a rotina de treinos, o mercado de transferências e a relação com a torcida, o que pode ajudar em decisões de gestão.
Há também vantagens estratégicas para quem tem vários clubes. Uma rede de times permite circular jovens jogadores, dar minutos de jogo a atletas em formação e montar um projeto esportivo integrado, desde que as regras de cada federação sejam respeitadas. O risco, claro, também existe: futebol é um negócio de resultados imprevisíveis, e muitos donos já perderam dinheiro com clubes que não deram certo.
Perguntas frequentes
Messi já comprou o Eldense?
Ainda não de forma definitiva. Ele fechou um acordo preliminar, que depende da conclusão da auditoria (due diligence) e da aprovação do Conselho Superior de Esportes da Espanha.
Quais clubes Messi tem na Espanha?
Ele comprou o Unió Esportiva Cornellà, da quinta divisão, em abril de 2026. Se o negócio com o Eldense, da segunda divisão, for concluído, será seu segundo clube no país.
Um jogador pode ser dono de dois clubes na mesma liga?
Na Espanha, as regras da Real Federação Espanhola de Futebol proíbem que clubes com o mesmo proprietário disputem a mesma divisão. Por isso, ter times em níveis diferentes é uma condição para manter os dois.
Quais outros jogadores são donos de clube?
Ronaldo Fenômeno foi dono do Real Valladolid e do Cruzeiro, Gerard Piqué comprou o FC Andorra e David Beckham é um dos donos do Inter Miami.





